<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663</id><updated>2012-02-16T05:00:03.181-08:00</updated><title type='text'>Alfabeto Escalafobético do Senhor Rodrigues</title><subtitle type='html'>Para cada letra ou um conjunto de textos, uma idéia. A princípio uma associação livre, mas uma série de textos (contos, poemas, ensaios ou seja lá o que for) que tem a ver com coisas da vida de um carioca aos 27 anos de idade.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-7969653893738600244</id><published>2011-01-04T19:27:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T19:43:52.113-08:00</updated><title type='text'>W</title><content type='html'>Ele era o vigésimo terceiro anjo. Muitos julgaram que aquele, o de asas negras, seria o último, segundo a lógica do alfabeto com vinte e três letras. O que acontece é que a administração admitia as palavras estrangeiras e não levou em consideração o acordo de 1943. W seria a letra deste anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece é que W tinha um desejo enorme de se tornar humano. Alimentou esse desejo por tempos, mas nunca dissera nada. Até que um dia decidiu partir no rumo que bem entendeu até que achou o lugar certo onde deveria ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lugar era um grande campo de casas de madeira, todas muito parecidas. Foi ali que ele se apaixonou e decidiu, em todas as coisas simples, tolas e comuns se estabelecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deve ser lembrado é que diante do pedido para perder a condição de anjo, foi dito a W exatamente essas palavras: ele se tornaria simples, tolo e comum. Perderia os privilégios que a sua condição ainda te dava. Ele não hesitou, decidiu mergulhar de cabeça e ir em frente com o seu plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitas as condições ele teria uma outra tarefa: precisava escolher uma alma e tirá-la daquela terra onde ele queria ficar. Só que em princípio ele não sabia disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeando pela tal cidade, W, o vigésimo terceiro encontra o poeta a falar coisas bonitas e idealizadas. Era de uma beleza comovente, forte que destoava do que havia de comum em meio àquelas casas de madeira tão iguais assim como as pessoas que estavam ali. Decidiu se encantar com aquelas palavras, até que se deu conta de um sentimento muito humano: a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, ali, na praça da cidade, diante da presença de todos e em meio àquela comoção apareceu-lhe a ordem que dizia que era o momento de se tornar humano e escolher a alma que deveria sair do mundo para que ele pudesse ocupar o seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em todas as pessoas, mas todas elas eram úteis: os operários, os comerciários, as dona de lojas e boutiques, os agricultores. Tirá-los dali seria um prejuízo e tanto à ordem estabelecida naquela cidade. Ele longe de qualquer coisa não queria se tornar um morador indesejado naquele local por escolher a alma de alguém tão importante para aquela vida tão agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do impasse decidiu pela única alma que realmente não faria diferença ali. E ele conseguiu, diante do aplauso de todos da cidade e ao que parece ele já pode desfrutar de sua forma humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta- depois de ouvir as desculpas da população que dizia ter carinho para as suas palavras, mas que ele era completamente inútil ali- fez a sua partida do mundo. Antes passou por um grande abismo, onde ele poderia agora jogar o novo mortal para desfrutar a sua finitude. No entanto o poeta, ao invés de seguir aos céus, decidiu ele mesmo cair no abismo e conhecer os infernos. Fez isso porque enquanto escrevia as suas belas palavras, criou uma fantasia tão grande que ele ainda não tinha se dado conta do que era o amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-7969653893738600244?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/7969653893738600244/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=7969653893738600244' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/7969653893738600244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/7969653893738600244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2011/01/w.html' title='W'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-5954354452324692203</id><published>2010-06-03T05:40:00.000-07:00</published><updated>2010-06-03T05:55:57.381-07:00</updated><title type='text'>Volta do Vento</title><content type='html'>Pensei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em falar sobre os ventos. De comparar meus amores, ou as possibilidades deles, a ventos. Fenômeno da natureza de várias intensidades, ele tem a característica de combinar o movimento do ar quente- que é leve e sobre- com o ar frio- que é pesado e desse. Esse movimento cíclico do ar se assemelha ao amor, que tem esses momentos quentes que nos deixa leve e fora do chão e pesados e frios, que chamam a realidade ou quando o príncipe vira sapo. Amor é entender que sapos são encantadores, não príncipe encantados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, joguei toda a minha pieguice, frases prontas e metáforas tolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção de falar sobre ventos é verdadeira, é anterior ao último vento que senti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vento Norte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é seco, quente e intenso. Requer sempre a atenção. Encralacado no sertão acha que um dia, tal como Antônio Conselheiro postulou, seu lugar virará mar. Ele espera, mas é muito impaciente.  Tão impaciente que decide ir até o mar, mas não me encontrar. Puro exercício de teimosia e desgaste de energia, desse vento que foi capaz de fazer de eu mudar de direção e andar só nela.  Um dia, dos espinhos do mandacaru, há de brotar um fruto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vento Leste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presunçoso. Vem como ameaça de tempestade, mas é uma brisa tola que desvia para onde está o vento norte. E se perde em meio sons que ele mesmo produz, sem, no entanto chegar a lugar algum. Deve ser por isso que me identifico com ele e sei que com ele vem um espelho em que noto uma semelhança enorme comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vento Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o mais forte encontrado até então. Ele é dado a ramificações, muito intensas por sinal. É a tempestade anunciada que acontece. No entanto, tem horror a uma massa de ar quente que aproxima de sua região. A distância o mantem seguro para ser o furacão que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vento Oeste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim seria esse texto. Eis então que surge o Vento Redondo. Ele é atípico. Traz uma série de novidades que já vi acontecerem com outros e que não imaginaria que acontecesse comigo. Mas o coração não seleciona essas novidades, ele prefere olhar para o que o vento traz de bom, e até o momento bem vindo uma série de coisas. Ele acompanha um rio que vem em linha reta e cisma, em determinado ponto, descer a serra para fazer a volta e depois seguir o seu rumo. Ao que parece o seu final coincide com a minha origem. Não há planos traçados, apenas convida a uma bela volta por um caminho que não sei onde termina, mas tenho certeza de que quero seguir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-5954354452324692203?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/5954354452324692203/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=5954354452324692203' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/5954354452324692203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/5954354452324692203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2010/06/volta-do-vento.html' title='Volta do Vento'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-4806692170400875845</id><published>2009-08-02T21:51:00.001-07:00</published><updated>2009-08-02T21:51:58.884-07:00</updated><title type='text'>Um rio para mim</title><content type='html'>Hoje você me chega com um ar sonso, ou mesmo inocente para dizer-me que fez algo que nunca fizeste antes. Tá, foi só dessa vez, ou só uma vez por ano. Precisamos de ritos e você também não foge bem disso. Bem diferente do outro que fez isso porque estava simplesmente a fim e você achou ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente me pergunto: é a mudança de lugar? Todo mundo faz e de repente o "todo-mundo", essa espécie de demônio disfarçado de Deus para encobrir os nossos demônios internos dão a desculpa que tanto queremos. Comigo também não é diferente, apesar de que um dia me disseram - mais de uma pessoa até- que eu não me encaixava em nenhum grupo específico. Ou ainda, que eu não tinha nenhuma marca. Nessa hora me lembro do conto do Erly que diz que trazer o nome do pai é uma marca maior do que a tatuagem. Mas não é no meu pai que quero pensar agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite dessas, em meio a um sexo fugaz, vi as luzes da cidade. Me senti sozinho e ao mesmo tempo, bem. Também nunca fui egoísta a esse ponto, mas dessa vez fui e sem o auxílio de todo mundo. E depois do que me disse a minha vontade era de andar pela cidade a noite, tal como fizemos da última vez em que te vi. Só que dessa vez queria me lançar sozinho só olhando as luzes do prédio em meio a escuridão, não como olhos que me espionam, mas companhias mudas madrugada adentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bem que se lançar assim é tarefa perigosa. Uma vez disse para a analista que boiar me aquietava a alma e que sonhar com o mar bravio era algo que tinha a ver com a mãe porque li isso não sei onde. Associações baratas que não valem a experiência simples do último outono. Nunca tinha nadado em rio, mas "todo-mundo" me encorajou e me lancei na correnteza. A água é mais pesada e o monte de pedras incomoda. No entanto me deixam mais alerta para não pisar no limo ou machucar o corpo. Até para pisar no chão sempre preferi fazer na ponta dos pés. Desde criança. E assim fui e voltei sem nenhum arranhão. E hoje era essa a minha preocupação. Independente de "todo-mundo" ou do "isso aqui é normal" queria que você se lançasse como eu no rio: encarando a água gelada e as pedras e tentar sair ileso e reconfortado sabendo que aquele prazer, no fim das contas, valeu à pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-4806692170400875845?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/4806692170400875845/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=4806692170400875845' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/4806692170400875845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/4806692170400875845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2009/08/um-rio-para-mim.html' title='Um rio para mim'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-1168211007678547528</id><published>2008-07-26T08:26:00.000-07:00</published><updated>2008-07-26T08:28:46.457-07:00</updated><title type='text'>Três Paulistas</title><content type='html'>O primeiro, na cozinha. O segundo, no escuro. O terceiro na claridade de verão em Ipanema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e o terceiro têm olhos verdes. O segundo, castanhos. O primeiro e o terceiro são igualmente altos e gordos. O segundo é mais baixo e magro. O tesão pelos três é absurdamente igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro já perdeu os cabelos. O terceiro ainda vai perdê-los. O segundo muda a cor do seu. Disse-me que era trauma de infância ou algo do tipo. Mas gosto de ver suas fotos mais jovens. A promessa do primeiro é mostrar-me suas fotos de juventude, em especial uma que não só eu tenho vontade de ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e o segundo são mais velhos do que eu. O terceiro, a mesma idade. O que faz o terceiro ter uma ansiedade maior, talvez. Sei que o segundo e o terceiro são de signos de terra e tem várias bandas em comum. O primeiro tem um gosto que eu ainda desconheço, e ficamos prometendo-nos outras noites ardentes como daquele final de janeiro. Essa mesma promessa existe com o segundo. No entanto, elas nunca aconteceram, por causa do terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo é o mais culto, é com ele que as palavras voam por uma conversa interminável assim como o orgasmo, ainda que tenham sido poucas vezes. Com o primeiro também foram poucas vezes, mas assim como com o terceiro, o conheci em um verão. E foi no mesmo dia do fim de janeiro de anos diferentes que transei com eles. Eles odeiam calor, o primeiro mais que o terceiro. O segundo tinha o cheiro de protetor solar em pleno outono paulistano. Foi por conta de um câncer de pele, ele me disse. O primeiro e o terceiro viraram a minha cabeça e moram no Norte. O segundo mora no Oeste, mas não é malvado, embora às vezes queira parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e o terceiro acham que já conhecem tudo, têm uma resposta pronta para as coisas e não gostam de passar atestado de burrice. O segundo não tem esse medo, é inteligente. É com o segundo que existem os segredos que não teria coragem de contar nem para o primeiro e nem para o terceiro. O terceiro não pode reclamar, pois, dos três, é com quem passei a maior parte do tempo. O primeiro e o segundo têm a vantagem da sinceridade, não inventaram mentiras e não são moralistas. O segundo às vezes tenta escamotear ou achar excessivamente estranha a forma que nos conhecemos, mas no fim ele mesmo se rende e assume o que gosta em meio a tantos outros segredos. Já o primeiro me pede segredo sobre o ocorrido desde que nos conhecemos em meio a luz daquele cômodo em um começo de janeiro. No começo de janeiro e em ambiente de muita luz eu conheci o terceiro, que dos três foi o que me fez me sentir mais à vontade comigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e o terceiro lêem pouco. Minto, o primeiro gosta de revistas e o terceiro prefere os websites. O segundo vê o que os outros vêem e tem um gosto para leitura parecido com o meu. E assim como eu, sabe que não é dado a grandes juras de amor eterno, mas é o que arruma relacionamentos mais duradouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e o segundo adoram me elogiar. Eles alimentam o narciso dentro de mim. Infla como um balão que o terceiro, sempre com a agulha da inveja sempre insistiu em furar. Nada do que eu gostava prestava ou o que ele tinha era melhor que o meu. E não era inveja do pênis, se assim fosse não teria cabimento. Aliás, nesse tema, “não ter cabimento” serve para os três, embora o segundo é o que gosta de fazer mais uso, o terceiro tem medo e o primeiro não liga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro sonha com o casamento. O segundo diz que isso é bobagem e o terceiro gritava a plenos pulmões que queria liberdade. No entanto, foi o dos três que me pediu para juntar os trapos. Ledo engano, não sou homem de trapos, nem de restos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me importam a imagem, a direção, os fetiches, os segredos, as juras, as promessas, os casamentos, as luzes. É fato que os três conheceram o meu coração. Por isso este texto existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-1168211007678547528?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/1168211007678547528/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=1168211007678547528' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/1168211007678547528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/1168211007678547528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2008/07/trs-paulistas.html' title='Três Paulistas'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-1861465613176088093</id><published>2008-06-01T19:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-01T19:44:26.619-07:00</updated><title type='text'>Sexualidade: uma cronologia</title><content type='html'>- Embalagem de cueca na loja que vendia uniformes;&lt;br /&gt;- Olhar por debaixo da porta as outras crianças no banheiro;&lt;br /&gt;- Rir da cor da calcinha das meninas;&lt;br /&gt;- Não sair daquele colo;&lt;br /&gt;- Abotoar e desabotoar a jaqueta jeans;&lt;br /&gt;- "Professora, o que é AIDS?";&lt;br /&gt;- O filme trash em que a sereia rasga a sunga do mergulhador;&lt;br /&gt;- Olhar as pernas diante do espelho, contemplação narcísica;&lt;br /&gt;- "Puxe a pele para trás e lave bem"&lt;br /&gt;- Beijar a boca da garota que repuxa os lábios superiores;&lt;br /&gt;- O homem gordo com a bunda à mostra no banheiro de sua casa;&lt;br /&gt;- "O seu filho não precisará de circuncisão"&lt;br /&gt;- O sonho bizarro com algo da TV e a primeira polução noturna;&lt;br /&gt;- "A vagina não pode ser um fac-símile"&lt;br /&gt;- Sentir-se atraído pelo primeiro rei impossível;&lt;br /&gt;- "Nesta posição o pênis e a vagina se encontram paralelos"&lt;br /&gt;- Um dos poucos da turma a saber o que são orgasmos múltiplos&lt;br /&gt;- Calígula barrado&lt;br /&gt;- Enamorar-se das pernas daquele que se senta ao meu lado, mesmo sendo feio;&lt;br /&gt;- Ter tesão naquela perseguição em sala;&lt;br /&gt;- Passar por inexistente por manter segredos;&lt;br /&gt;- Fitas, a primeira comprada, outras alugadas;&lt;br /&gt;- Descobrir que certas preferências não me são exclusivas;&lt;br /&gt;- Transar em Santa Teresa;&lt;br /&gt;- Causar perplexidade em festa;&lt;br /&gt;- Aqueles dois e uma nova forma de primeira vez;&lt;br /&gt;- O encontro da cozinha e fugas furtivas;&lt;br /&gt;- Adentrar ambientes escuros e/ou escusos;&lt;br /&gt;- Downloads: bem vindo ao século XXI&lt;br /&gt;- O choro no fim do carnaval e outra forma de primeira vez;&lt;br /&gt;- O que causava cócegas agora causa prazer&lt;br /&gt;- Mudar as cores das roupas&lt;br /&gt;- Drive-in na maior cidade do Brasil;&lt;br /&gt;- Engraçar-se no ponto de ônibus;&lt;br /&gt;- O baile das Araucárias ser a maior dança de todos os tempos;&lt;br /&gt;- Perceber as possibilidades abaixo dos 30.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-1861465613176088093?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/1861465613176088093/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=1861465613176088093' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/1861465613176088093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/1861465613176088093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2008/06/sexualidade-uma-cronologia.html' title='Sexualidade: uma cronologia'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-3493962948562870168</id><published>2007-04-15T11:34:00.000-07:00</published><updated>2007-04-15T11:37:27.698-07:00</updated><title type='text'>Rochelle</title><content type='html'>Acabaram de transar. Rochelle ajeita o painel solar no teto naquele quarto de motel - não era sempre que a colega de batalha da "Abafante" poderia se dar a um luxo como aqueles - enquanto ele vai ao banheiro, feliz por lembrar que a urina depois do sexo ajuda na descontaminação...ele leu isso em algum lugar e, de certa forma dava-lhe um alívio tão intenso quanto esvaziar a bexiga. E o rádio ligado em volume bem baixo emitia a voz da cantora: "é que os momentos felizes tinham deixado raízes..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roberto, acho que vi sua mulher hoje.&lt;br /&gt;- Onde? &lt;br /&gt;- Lá no Centro...&lt;br /&gt;- Não sabia que ela andava metida com macumba.&lt;br /&gt;- Eu disse "acho que vi" não tenho certeza.&lt;br /&gt;- Bem se ela estava vestida feito uma "Maria mijona" pode ter certeza de que era ela sim. Ela acredita em tudo quanto é besteira mesmo: cartomante, mapa astral, ciganas, essas coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto ele dá uma alta gargalhada que quase suja todos os azulejos do banheiro, Rochelle ajeita as unhas postiças. Novas, pois quando ela entrou no motel usava outras, um tanto gastas. Presente da Abafante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele foi o último encontro dela com Roberto, pois, como ela soube depois, ele morreu desidratado após uma forte crise initerrupta de incontinência urinária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-3493962948562870168?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/3493962948562870168/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=3493962948562870168' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/3493962948562870168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/3493962948562870168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2007/04/rochelle.html' title='Rochelle'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-116474541713363784</id><published>2006-11-28T12:21:00.000-08:00</published><updated>2006-11-28T21:32:30.116-08:00</updated><title type='text'>Quero</title><content type='html'>&lt;em&gt;A ditadura de um dono da verdade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quero&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você se olhe no espelho e perceba a sua beleza. Que você pare de se diminuir e querer disfarçar isso impondo a sua vontade perante as pessoas que realmente te amam. E pare de dar crédito a quem não presta e não merece a sua atenção. Não se venda por tão pouco porque você vale mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você deixe de ser escrota. Sim você é. Confunde assertividade com grosseria. Se gaba, se acha a dona da razão mas na realidade é uma velha mimada. Se não fica bem com adolescentes, com você a coisa fica mais feia. Em especial quando você só é nojenta com pessoas que você julga subalterna. Pare de gastar dinheiro com o terapeuta e assuma esse seu ridículo complexo de inferioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de fazer como muitas amigas suas: confundir ironia com inteligência. E você é inteligente. O problema é que sabe-se lá que trauma de infância rolou, você aprendeu a ter vergonha de si e do seu corpo. Pare de repetir esses mesmos fins de semana com as mesmas pessoas, porque tanto eu como você sabemos que não é isso que você quer. Pare de bancar a fútil também, que isso não cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de neurotizar suas relações e se achar mais ou menos. Você não é. Pelo contrário, é lindo por dentro e por fora. Coloque seus planos em prática e, quando puder, arrume um tempo para meditação. Isso faz bem e não coloque a culpa na falta de tempo única e exclusivamente nos outros. Você tem a sua capacidade de fazer seu tempo, da mesma forma que você sabe impor a sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de bancar o rebelde sem causa. Que você abandone a comida industrializada e o refrigerante que só te engorda e faz do seu corpo uma espécie de escudo emocional contra os homens. Encontre seu pai, assuma o seu amor por ele e, ao mesmo tempo, desvencilhe dos recalques de amor passado. Assim aprenderás a amar outros homens, a parar de se comportar como a eterna virgem e a conviver com as outras pessoas, com suas qualidades e defeitos, sem a necessidade de achar que se colocar numa redoma faz de você um “outsider”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de temer as minhas idéias. Que pare de teimar quando eu disser que uma parede é branca e você responde “clara”. Sei que valorizar os amigos é importante, mas pra que detonar com a minha opinião só por esporte ainda que ela seja exatamente igual a que fulaninho de tal teu amigo te passou? Pare de mascarar essa sensação de inferioridade com arrogância que sei também que podes mais do que isso. Busque a sua beleza interior – você teve a sorte de ter a exterior também- e tire do seu corpo essa capa preta quando estiver comigo pois eu te quero nu em todos os sentidos. E pare de adorar esses ídolos de barro escuro, porque eles não te dizem absolutamente nada. E a idade de se rebelar contra seu pai já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você seja menos prolixo e metafórico. E busque os seus ideais, coloque-os em prática, porque essa onda que você está já encheu. Pare também de se atormentar com idéias fixas enquanto o tempo passa sob seus olhos e no fim da vida você ficará como a Carolina da música do Chico, ou seja, “o tempo passou na janela” e só você, idiota, “não viu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de buscar refúgio nesse pseudo-útero da sua casa. Saia, divirta-se e leve todos os comprimidos na bolsa. E não insista em coisas que não te dão tesão. Use a palavra não com mais freqüência, pois eu sei o quanto você é bom nisso. Aprimore o seu conhecimento que já é fantástico. E não diga “isso eu já sei” que você não sabe. Fazendo a linha Sócrates “sei que nada sei”, essa é a única certeza. Junte dinheiro e realize aquele seu desejo que você tanto me fala desde que te conheci. Mas não deixe de me mandar um cartão, que eu irei visitá-lo e termos dias muito felizes, com ou sem os comprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de bancar o bom moço, de família tradicional e comportado. Ainda que você diga que não aceita o papel você o faz sim e com destreza. Pare de manipular opiniões como forma de manipular as emoções dos outros e de fazer esse papel de vítima que você adora fazer para que os outros pensam de você. E muito cuidado com as suas opiniões, pois diversas vezes já te vi racista e xenófobo. Isso num viado fica pior ainda. Ah, também acho insuportável essa sua valorização das suas origens como forma de pisar em cima daqueles que no fundo você julga superiores a você. E como um adolescente, você só faz isso quando está em bando, porque no tête a tête você pede arrego. Use a sua inteligência de forma construtiva e pare com essas máscaras pois já vi a sua cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de dividir as coisas entre santidade e pecado e que você escolheu o segundo caminho. Pare de ficar se martirizando porque vai chegar uma hora que isso cansa. Mexa-se, pare com essa estagnação, na qual você goza e ganha atenção. Existem pessoas que realmente te dão valor porque tens uma capacidade absurda de seduzi-las. Então, já que sabes bem dar o amor, aprenda também a recebê-lo. Faz um bem danado e mata a sua ilusão de Eva expulsa do paraíso e de Nossa Senhora santificada, ainda que você jure de pés juntos que não acredita nessa palhaçada chamada Igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de chiliques e de brigar com a sua namorada porque ela é única. Ah, me irrita essa sua proposição Rio x SP e essa banca de “sou européia”. Meu cu pra isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de bancar o xamã e achar que todo mundo está com problemas 24 horas por dia e que por isso precisa de você. Não, isso não é verdade. E pare com certas brincadeiras porque nem sempre todo mundo gosta. Depois falam mal de você e você fica querendo matar as pessoas que, no fundo, não quiseram se submeter à sua vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de dividir as coisas entre virtude e pecado. E com esse seu machismo que aprendeste com sua família. E de achar esse “ideal” macho que só existe na sua cabeça. Afinal, como bem me ensinaste, um extremo leva a outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você aprenda o que é namorar e saber que nem tudo é perfeito. Que você simplesmente relaxe e goze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de estupidez quando alguém quiser te estender a mão. Aprenda a ouvir seus amigos. Você se prontifica a falar sobre os outros mas não gosta quando os outros falam sobre você. Aprenda a compartilhar mais e, quem sabe, seus surtos depressivos diminuirão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pegue o primeiro avião e venha pra cá. Será uma situação ideal. Passearemos em Paquetá de mãos dadas, pegaremos charrete e as águas da Baía estarão límpidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de ficar insistindo com essa menina que não tem nada a ver com você. Deixe de ser geniosa e caprichosa. Não faça a obsessiva. E um dia escreverei uma peça na qual você será minha diretora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XVIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você pare de catar esses namorados feios que não formulam frases com sujeito verbo e objeto. Passe máquina zero na cabeça, faça exercícios, deixe o cavanhaque crescer e assim não reclamarás mais da pressão ou do problema do pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você aprenda que amor não é a devoção do outro por você. Que você implique também os seus sentimentos na relação ao invés de dizer "ele me ama" somente, diga "eu o amo", se isso for verdadeiro. Não fujas de mim e pare de pintar o cabelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que você, que se considerou algum dia meu amigo de verdade, perca a vergonha e seus recalques sexuais e venha falar comigo de forma aberta e sem medos. Você já superou muita coisa ruim na vida e por isso você sempre teve a minha admiração, entre outros motivos. Abra a porta do seu coração e se liberte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-116474541713363784?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/116474541713363784/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=116474541713363784' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/116474541713363784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/116474541713363784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2006/11/quero.html' title='Quero'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-116374058975131923</id><published>2006-11-16T21:08:00.000-08:00</published><updated>2006-11-20T16:53:09.966-08:00</updated><title type='text'>Priscila</title><content type='html'>A mãe dá-lhe um tapa na cara e um recado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Priscila, não preciso repetir que não é para usar isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roupas vermelhas não eram permitidas naquela pequena vila. Mesmo assim existia Cassandra. Ah, Cassandra. Menina vivida, viajada e que trouxe com ela toda a modernidade da grande cidade, aquele lugar maravilhoso que Priscila nunca tinha ido, mas que ela sabia ficar quilômetros ao sul da avenida que passava em frente à sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Priscila, brigou de novo com sua mãe?&lt;br /&gt;-- Sim Cassandra, por isso vim direto pra cá, como sempre. Aliás, isso não vai se repetir mais.&lt;br /&gt;-- Você sempre me diz isso... mas eu não me incomodo em te ajudar.&lt;br /&gt;-- Não, dessa vez é diferente. Só precisarei de último favor seu.&lt;br /&gt;-- Priscila, desse jeito você me assusta. Está pensando em se matar de novo?&lt;br /&gt;-- Nada disso. Quero que você me empreste seu passaporte para poder entrar na cidade. Vou largar essa vila de merda. Aqui todos usam preto e estou cansada disso. Quero ir para um lugar onde eu possa ser livre, entende?&lt;br /&gt;-- Tá. Mas pra que meu passaporte?&lt;br /&gt;-- O seu nome tem mais a ver com cidade, diferente do meu que deixa evidente essa vila nojenta marcada na minha identidade. É só fazer uma cópia e depois te entrego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três dias depois Cassandra tinha seu passaporte de volta e Priscila colocou seus pés em direção ao sul da grande avenida, rumo à cidade. Foi uma caminhada mais curta do que ela imaginava e, devidamente vestida de vermelho e passaporte falsificado, passou sem grandes problemas pela fronteira, de onde já podia vislumbrar os topos dos edifícios mais altos que ela só via em livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mapa na mão e idioma da cidade na ponta da língua, devidamente aprendido com a amiga estrangeira. Foi em direção ao shopping que ficava na Praça Central, toda decorada com girassóis. Idéia do prefeito para reforçar as cores quentes da região e combinar com amarelo do shopping, que financiou com vultuosas verbas a sua última campanha. Esses detalhes Cassandra sabia graças a Pedro, jornalista da vila e noivo prometido a ela devidamente recusado por suas idéias “provincianas”. E sobre o acordo da eleição do prefeito ela não levou em consideração, pois achava que isso era invenção de uma cabeça “atrasada” sem assunto para colocar em seu jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela notou que várias pessoas iriam para aquele lugar que ela tanto ouvira falar. Decidiu entrar e sentir o doce sabor de ser diferente de todas as pessoas que ela conhecera até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praça de alimentação, no térreo havia um grande espelho d’água que refletia bem as imagens de todos que passavam pelos pisos superiores do prédio. O olhar de Priscila sobre ele denunciou que seu vestido estava um tanto velho e de um modelo completamente diferente daqueles que ela via as pessoas vestindo e na loja que ficava um pouco mais a frente de onde estava. Loja? É para lá que ela foi imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encantou-se com um manequim vestido de laranja. Era bem mais belo que as imagens de negro dos cultos de domingo perto de sua casa. Achou que uma roupa daquela cor a tornaria mais diferente ainda e dirigiu-se ao interior da loja, em que uma vendedora, devidamente com uma roupa laranja – aparentemente para parecer jovem, mas fora uma exigência do dono do estabelecimento – dirigiu-se a ela com um sorriso branco enorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Eu quero aquele vestido ali!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sorriso da vendedora terminou quando Priscila, com pouco dinheiro, decidiu comprar uma peça de roupa muito barata. Ela não ligou muito para vendedora, pois, para ela, agora ela estava vestida de uma maneira diferente de todo mundo. Ainda que esse “todo mundo” se resumisse à sua vila natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas horas se passaram depois do almoço quando ela se dá conta que está próxima de um grupo de adolescentes que, como ela, estavam vestidos com a mesma cor que ela usava. Sociável ela decidiu conversar com eles. Uns foram receptivos com ela, enquanto outros, em segredo debochavam do sotaque dela. Debochavam em segredo, pois na cidade não era de bom tom rir da cara dos outros de forma tão ostensiva. O deboche secreto se encerrou graças a intervenção de Paulo que, após a bronca em seus colegas decidiu-se apresentar para Priscila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo vestia uma camisa cuja cor Priscila não se lembra até hoje. Ela só tinha certeza de que não era laranja. Foi cortejada pelo rapaz, mas recusou o namoro exatamente por ele não usar a mesma cor do que ela. Priscila teve a crueldade de humilhá-lo na frente dos outros por conta disso. Então, os amigos solidários, pararam de esconder o desprezo e deram gargalhadas sonoras em forma de vingança. Foi o suficiente para Priscila sair do shopping revoltada, mas orgulhosa de poder desfilar a sua nova aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdida pelas ruas entrou em um prédio de fachada laranja. Achou que se sentiria bem ali e que encontraria proteção. Todavia ela não tinha noção da terrível surpresa que a esperava: o prédio por dentro era todo preto. Em meio ao choque ela chegou a perguntar ao administrador porque a cor era só na fachada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Priscila, todo mundo sabe que para pessoas de bem, o preto é sempre o melhor tom. Só do lado de fora que usamos laranja para chamar a atenção do prédio, só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prédio laranja ficava na mesma avenida que começava lá na vila onde morava, mais ao sul. Mas ela decidiu seguir mais ao norte para ver o que encontraria de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na medida em que a avenida se aproximava do fim, os prédios rareavam. Ela ainda teve a oportunidade de ver, na saída da cidade, alguns pintores vestidos de preto, laranja, amarelo, azul e tantas outras cores e seus quadros de cores tão variadas quanto o das roupas que eles usavam. Mas a beleza dos quadros não interrompeu a viagem de Priscila que se estendeu por um grande deserto que se abria ao norte daquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cansada e com calor finalmente Priscila terminou seu caminho em uma praia. Aproveitou para tirar a roupa e ficar completamente nua. Olhou para o seu reflexo em uma poça formada pela onda na areia onde pôde ver a imagem de seu corpo refletida. Priscila se dera conta de que nunca vira o seu próprio corpo nu antes. E pela primeira vez ela se sentiu tranqüila com a sua própria aparência. Ela estava nua da mesma forma que todo mundo nasceu. Mas percebeu que aquele corpo era só seu e ninguém tinha outro igual. Ela só lamentou depois o fato de nem Pedro, nem Paulo estarem ali junto com ela para contemplar aquela imagem que ela descobrira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos mais tarde, no enterro de Cassandra -- devidamente de preto em sinal de luto -- perguntaram à Priscila sobre quem era a defunta o que ela respondeu com toda siimplicidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- Era apenas uma tola vestida de vermelho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-116374058975131923?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/116374058975131923/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=116374058975131923' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/116374058975131923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/116374058975131923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2006/11/priscila.html' title='Priscila'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503850333688221</id><published>2005-12-19T16:26:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T16:28:23.336-08:00</updated><title type='text'>Odilon</title><content type='html'>&lt;em&gt;Uma mensagem narcisista&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde você anda? Estou com saudades de ti. Tudo bem que fui eu quem mandou você sair de cena e tirar umas férias. A vida pareceu um grande rolo compressor- na realidade o rolo compressor é você mesmo- e por puro cansaço resolvi tirar você de circulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da primeira vez que ouvi teu nome. Tinha quatro anos no primeiro dia de aula da sua vida. Não era mais o nome de seu pai, embora fosse o mesmo. A partir dali o peso da herança paterna - este sempre carregado de responsabilidades - iria pairar sobre ti. Não para ser exatamente igual a ele, mas para poder ir mais longe do que ele foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que esse nome existe na família possivelmente por conta de um primo de sua avó. E desconfio seriamente que tinha paixão ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da última vez que nos vimos você me falou de uma longa estrada em linha reta. Esqueceu-se de que a vida está mais para o clichê da montanha-russa de altos e baixos. Quer dizer, montanha-russa não seria tanto, pois sei que sempre detestou correr riscos, embora no fundo gostasse de fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mensagem é apenas para dizer que estou com saudades de ti. Preciso do seu brilho, do seu charme, da sua inteligência e do teu doce sorriso cínico. Preciso da sua insegurança, da sua hesitação, da sua ansiedade que o faz falar na velocidade da luz. Da sua timidez e do sarcasmo sonso. Daquele cara que todos pensam estar concordando com tudo, mas está quieto com uma visão ferina das coisas. Do cara careta e intolerante que a vida joga coisas na cara e daí é obrigado a rever suas visões sobre todas as coisas que o cerca. Quero fazer de ti uma pessoa melhor, ou ao menos, uma pessoa menos ruim já que ninguém é perfeito- e no fundo você acha que o é. E quando nos encontrarmos traga todos os seus amigos dos quais tenho grande saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503850333688221?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503850333688221/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503850333688221' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503850333688221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503850333688221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/odilon.html' title='Odilon'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503821732060651</id><published>2005-12-19T16:19:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T16:26:00.390-08:00</updated><title type='text'>Negro de Corpo e Alma</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/Jupira.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/Jupira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi o nome da exposição a que eu fui há 5 anos. Fazia parte da mostra do Descobrimento e era específica sobre a questão negra no Brasil. Junto com os clichês habituais do carnaval e do futebol e do carnaval estavam ali instrumentos de tortura dos escravos e dicas do Barão de Nova Friburgo de como ser mais "humano" com os cativos reduzindo-lhes o número de chibatadas. Sem falar da mocinha branca ensinando a criança negra a ler e do lado da foto a palmatória usada em caso de erro. Entendi o porquê dos judeus preservarem Auschwitz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena era do genoma esse título parece impróprio. A genética já postula que raça não existe. Pode haver mais semelhanças entre duas pessoas de "raças" diferentes do que duas pessoas da mesma raça. Genes...e o corpo, e a alma? Quando ouço que meu cabelo é ¿ruim¿ o discurso genético vai pro espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os professores desconfiavam da minha capacidade também. Na velha na loja que vai direto em mim achando que sou o empregado e não um cliente. No infeliz que disse que eu parecia um segurança só porque estava bem vestido na minha formatura. Nos meus lábios, no meu nariz, na minha família... na minha pele. Tudo isso me diz que sim, sou negro de corpo e alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se trata de um discurso vitimizador. Nem do discurso do "orgulho" -- que foi necessário talvez para mostrar-nos após anos de repressão que sim que cabelo ruim foi um postulado, uma convenção criada por outra raça para dominar-nos. Creio que a palavra consciência, de si e do outro em mundo de tanta tensão por tantas diferenças - paradoxalmente numa globalização que torna igual o sanduíche que comemos e as notícias que assistimos na televisão. Sou 100% nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda vão usar o argumento "mas os maiores racistas são os negros". Duplamente racista. Primeiro porque ele pressupõe que existem duas sociedades, a dos negros e a dos brancos e sendo que os negros, separadamente inventaram o racismo para si mesmos. Esquecem de que o racismo enquanto discurso engloba todos... e todos estão na mesma sociedade, civilização o que quer que chame. Ainda que com discrepância de poder absurda. E isso parece uma espécie de "mantra" que alivia o racista: eu posso ser racista porque o negro também o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo num país com sério problema de identidade. Muitos adoram falar sobre a sua ascendência européia. De preferência não-portuguesa, justamente a cultura européia mais influente nesta nação, mesmo para aqueles que não descendem dos lusitanos. A pessoa tem um sobrenome quilométrico - they all have big names, disse a mulher na Imigração em Washington DC- com nomes portugueses, mas se tiver um sobrenome mais impronunciável e "diferente" é esse que ela faz questão de usar e de se orgulhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, como o senhor Rodrigues, tenho um sobrenome de origem ibérica. Mas isso pouco interessa... nem mesmo a ponta oblíqua dos meus olhos que, como bom filho de nordestino, traça a ascendência indígena. O que importa é que sou negro, de corpo e alma (pra mim duas coisas indissociáveis) e não precisei ser "estiloso", ouvir hip-hop ou reggae, freqüentar a Lapa, ser praticante de umbanda/ candomblé . Quando o policial me parar na próxima blitz ou quando eu sentir, de olhos fechados, os meus grossos lábios beijando a quem amo terei a maior terei a maior prova de qualquer consciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503821732060651?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503821732060651/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503821732060651' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503821732060651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503821732060651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/negro-de-corpo-e-alma.html' title='Negro de Corpo e Alma'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503793246721980</id><published>2005-12-19T16:17:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T16:31:16.223-08:00</updated><title type='text'>Marte em Leão na 12ªcasa</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/magritte_recamier_1939.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/magritte_recamier_1939.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Sr Rodrigues no divã:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que você tem falta?&lt;br /&gt;- Não sei...&lt;br /&gt;- Você sente falta de uma coisa?&lt;br /&gt;- Não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(pausa)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que não...quer dizer...&lt;br /&gt;- Sim...&lt;br /&gt;- Eu acho que não sinto falta de nada, mas sinto falta de algo mas não sei dizer que algo é esse. Mas não sinto falta de nada.&lt;br /&gt;- Não seria falta da falta?&lt;br /&gt;- Isso, matou a charada! Sinto falta de ter falta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503793246721980?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503793246721980/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503793246721980' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503793246721980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503793246721980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/marte-em-leo-na-12casa.html' title='Marte em Leão na 12ªcasa'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503780950828122</id><published>2005-12-19T16:09:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T16:16:49.513-08:00</updated><title type='text'>Luises</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/luis_xv.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/luis_xv.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Três reis em reinos sombrios &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;ou&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Metáfora para três paixões homônimas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luís I&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era um jovem imperador adolescente muito tímido e quieto escondido por trás de grossas lentes dos seus óculos. Era talvez a única coisa realmente feia nele. Os hormônios naquela fase já lhe davam pêlos e uma aparência adulta para governar aquele reino. Por medo o jovem imperador desistiu, abriu mão de seus poderes em nome de uma ordem teocrática. Entregou-se de vez aos ensinamentos dos sacerdotes, não porque sofrera lavagem cerebral ou qualquer outra forma de manipulação, mas por um certo cinismo em admitir para si mesmo que estava no caminho certo e assim se livrar de vez do maior de seus medos: o pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio a tanta loucura ele tinha uma peculiaridade: jamais condenou algum súdito. Nem mesmos os maledicentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, parece estar enfurnado em alguma biblioteca no lugar mais remoto de seu reino tomado por uma neurose que o faz contar todas as páginas dos livros de uma coleção interminável. Pelo menos ele não fala mais de religião. Só desaprova as mulheres de saia curta em seus domínios. No princípio, o senhor Rodrigues achou que era medo do tesão, hoje é sabido que ele teme ficar igual a uma dessas moças que ele tanto repreende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luis II&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cara feia e desgrenhada resumia-se em silêncios escutando alguma música que o levasse a um país distante, bem longe de seu reino. Alimentava a esperança de que algum dia um ET o levasse para uma galáxia distante e assim ele experimentaria toda a loucura que ele gostaria de experimentar e toda a alucinação possível e imaginada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A razão para fugir de seu reino silencioso não era muito clara. O pai doente há muito tempo abdicara do trono em seu favor. Ele só se esquecera que o filho era tão omisso quanto ele. Já a velha rainha, que sempre ousou ter aquele reino nas suas mãos, mas não podia- a tradição impedia as mulheres de reinar-, preferiu agir nos bastidores. E tal estratégia deu certo por muito tempo, pois o filho era incapaz de tomar qualquer decisão que a desagradasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um certo dia o tal alienígena chegou. Se apresentou ao rei, que ficou muito feliz e quis conhecer toda aquela terra, já que o ser nunca saíra de seu próprio planeta. Assim o rei fez: decidiu seguir seu sonho e apresentou o planeta para aquele simpático visitante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, essa visita era feito em passos de tartaruga a ponto de deixar o ET confuso sobre o tempo naquele novo planeta. Sem falar que a velha rainha desconfiava de algo, mas o filho rei escondia tudo, pois sabia que não ficava bem para um governante andar com alguém de fora, ainda mais de outro planeta. Poderia ser acusado de traição pelos seus súditos, que na realidade sabiam de tudo e pouco se importavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia a rainha mãe soube de tudo e fez um drama na sala secreta do palácio. Ela não queria chamar a atenção. Suplicou ao filho em desespero para que aquelas andanças com o forasteiro terminasse imediatamente. Claro que essa súplica foi feita com uma grande soberba, pois ela não queria perder a pose e o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, no mesmo dia, o ET foi se encontrar com um confuso e desligado rei. Fez-lhe uma proposta tentadora: "venha comigo conhecer os outros lugares do universo, até aqueles que eu ainda não conheci. Não é isso que queremos?". Mas o rei hesitou muito e até tentou mandar seus guardas trancá-lo em algum calabouço para que ele não fugisse de lá. O rei, perdido em velhas idéias e com uma tecnologia tão capenga quando sua aparência, não se deu conta das novidades do alienígena, que usou de um dispositivo desconhecido e sumiu em sua nave, deixando os lacaios do rei atônitos. Desde então o alienígena não foi mais visto naquele lugar. Parece que ele anda vivendo novas experiências em um meteoro verde bem longe dali. E ao rei, restou a ele se fechar em seu próprio calabouço numa greve de fome não declarada, enquanto a família real permanece muda e apática, como era tudo antes da visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luis III&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse vivia num reinado de sombras. Não era um rei triste, tinha muita firmeza nas coisas que fazia, mas quando tinha que voltar para si mesmo o que ele encontrava era uma incerteza, uma incapacidade de dizer quem ele realmente era. Mas fazia tudo conforme as regras daquele reino e tinha certo reconhecimento de seus súditos. Tudo corria bem até o dia da tragédia em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rainha, sua esposa, havia se suicidado. Na carta de despedida ela se dizia insatisfeita e que iria procurar o seu próprio caminho e que ele deveria fazer o mesmo. O rei leu a carta de forma atenta, mas passou meses recusando a idéia de que aquele corpo enterrado no mausoléu da família era de sua rainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses depois ele partiu em uma viagem para um mundo mais iluminado. Ao chegar nesse mundo sentiu que o sol o abençoava, mesmo que muitas vezes queimasse a sua frágil pele. O cheiro do mar trazido pelas brisas e os pés descalços nas pedras o fez se sentir novo e com novas esperanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali ele conheceu novas pessoas que trouxeram coisas novas a ele também. Parece que também ocorreu uma nova paixão por alguém daquele reino, mas que não pôde ser concretizada pois essa paixão recusava as sombras e o rei, um soberano responsável, não podia deixar seu trono vago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltar para o seu país de origem ele viu todas as coisas sombrias exatamente no mesmo lugar que estavam. Só que algo o chamou a atenção enquanto cavalgava no meio da estrada que dava acesso ao seu castelo. Ele percebeu a sombra de uma árvore feia e velha sem folhas projetada no chão castigado daquela floresta. Pensou consigo mesmo "para haver sombra, deve vir luz de algum lugar, para bater nesta árvore e assim formar a imagem que vejo no chão". Assim, pela primeira vez em muito tempo voltou os olhos para o céu sombrio e percebeu que a luz do sol entrava timidamente por entre nuvens carregadas. E lembrou-se de que aquela luz era a mesma do país que visitara. Decidiu então largar o cavalo e se colocar sob aquela luz e, ao fechar os olhos, estava de novo no mesmo lugar onde foi feliz. E ao se sentir vivo percebeu que a felicidade não era um buraco de luz abrindo o céu, mas o que essa luz poderia abrir em seu coração.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503780950828122?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503780950828122/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503780950828122' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503780950828122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503780950828122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/luises.html' title='Luises'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503731856125023</id><published>2005-12-19T16:06:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T18:08:56.463-08:00</updated><title type='text'>KRTK</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/barbara.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/320/barbara.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;"Isso quem falou não fui eu, foram vocês, o povinho da crítica". O Sr Rodrigues pode estar errado na citação mas está certo de que foi da Alessandra esse comentário em uma tarde no Instituto de Psicologia (IP). Com isso ela tava tachando, e batizando todo um grupo de amigos, um subgrupo de uma turma inicial de 80 alunos e do qual ela mesma fazia parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era mais ou menos assim: um grupo de um pouco mais de uma dúzia de alunos, com muitas diferenças entre si, mas uma semelhança, característica pela qual Alessandra batizou o grupo, formado, além dela e do Sr Rodrigues, por Baby, Vanessa, Nadia, Marcelo Viagem, Marcelinho, Gustavo, André, Daniel, Letícia, Lydia (e o Junior namorado dela que mesmo sem ser da faculdade, colaborava nos comentários), Paula, Robertona, Maria Fernanda e Valeria ¿ esta última não muito de freqüentar os eventos mas com comentários mais do que ácidos na faculdade. Nada escapava dos comentários deste grupo, desde temas óbvios para nós como psicologia, psicanálise ás coisas mais bagaceiras da televisão. Psicólogos lidam, sobretudo, ¿ não importa a teoria ou o campo de atuação - com o comportamento humano. E o que era discutido pelo Povo da Crítica (que ganhou uma abreviação posterior para KRTK) não deixa de ser fruto de tal comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que me agradava, já que existem diferenças, era a diversidade de idéias no grupo, indo da esquerda à direita, passando pela ausência de posicionamento político. O espectro poderia ir também de uma postura mais conservadora até a mais libertária. De fãs ardorosos de Freud e Lacan a Humanistas existenciais. De clínicos a sociais. Heteros e homossexuais. Negros e brancos. Homens e mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uns tempos chegou a circular um jornal próprio. No final de 1998 se a memória do senhor Rodrigues não falha. Nele alguns pseudônimos (ou seriam heterônimos?) escreviam alguns artigos, desde o editorial da Vovó Maphalda (que da personagem do Valentnio Guzzo no Bozo, só tinha o nome, com esse "ph" afetado) passando pelos horóscopos de Norah Yonneidh, a coluna social de Ava Gina Gardner, a análise psicanalítica de Luís Antônio Pacheco, os conselhos malditos e pérfidos para adolescentes de Judy até os comentários enfadonhos e narcisistas de Jane Du Boque, responsável pela coluna "Na Boca do Povo". Era um jornal restrito ao grupo, feito por pura diversão e resultado do esforço do Gustavo em diagramar e imprimir o bendito jornal, que estava mais para um fanzine metido a besta. Parou de circular em 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As atividades deste grupo não se restringiam a isso. Havia também o troféu "Melhores do Ano" no qual, entre nós mesmos, fazíamos uma "premiação" para os que se destacaram em diversas categorias ( o que era mais turista na aula, o mais "Caxias", o mais chato, o mais mal vestido e por aí vai). Claro que muitos dos contemplados sequer sabiam da existência desse evento, enquanto outros eram membros da própria KRTK.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, os períodos avançando, os estágios, os estresses que ocorrem nos grupos, as pessoas fazendo matérias diferentes, as atividades do grupo se fragmentaram, embora até hoje exista contato uns com os outros. No caso do Sr Rodrigues mais esporádico, já que ele está numa espécie de exílio voluntário com o Povo. Não por insatisfação, pelo contrário, mas ele tem coisas a resolver com ele mesmo antes de partir para um encontro com a KRTK mais uma vez. Um grupo com o qual ele se identifica muito e, mesmo com alguns estresses ocorridos (nenhum grupo é imune a isso, ainda mais quando esse é extremamente crítico), tem muitas saudades, mesmo sabendo que agora estão em etapas diferentes de suas vidas. O Senhor Rodrigues curte um saudosismo, mas ele detesta querer reviver as coisas exatamente como eram, pois ele tem uma certa síndrome de Parmênides, na qual nada pode ser repetido tal como foi antes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503731856125023?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503731856125023/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503731856125023' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503731856125023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503731856125023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/krtk.html' title='KRTK'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503714227094358</id><published>2005-12-19T16:03:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T16:05:42.270-08:00</updated><title type='text'>Junior, o meu Jekyll</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/jekyll_laboratorium.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/jekyll_laboratorium.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por muito tempo pensei que o Junior fosse o meu Mr Hyde. Afinal é o nome mais íntimo usado pelos meus familiares e pela minoria dos meus amigos. Junior seria a minha parte infantil, livre, onipotente, senhora de si, que faz o que quer e bem entende: a criança mimada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do meu primeiro e fracassado namoro cheguei a conclusão que o Junior representa o oposto: o Dr Jekyll. É ele que confere todas as expectativas familiares, o meu ascendente leonino que diz: não vai ser gauche na vida, vá brilhar. Uma criança mimada ainda colada nas expectativas dos pais. Mas nessa minha convencional dualidade Junior não é mocinho nem bandido: é o infantil dentro de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na letra O talvez esse cidadão, que mascara o comodismo do Odilon, vai ser explicado melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503714227094358?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503714227094358/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503714227094358' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503714227094358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503714227094358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/junior-o-meu-jekyll.html' title='Junior, o meu Jekyll'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503700214697859</id><published>2005-12-19T15:56:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T16:03:22.150-08:00</updated><title type='text'>ID, ou melhor dizendo, ISSO</title><content type='html'>ID ( ENTIDADE ): Um roteiro para um curta talvez. Um psicanalista. Davi. Judeu de formação, agnóstico por convicção. Freudiano por opção, talvez a única que julgou interessante durante a sua vida. Ok, por algum motivo ainda não bem explicado ele vai parar em um terreiro de macumba. Sei que parece óbvio esse jogo de religiões em nome de uma pseudobrasilidade. O Preto Velho conversa com ele. Ele se revolta e coloca todos os seus desejos. Ele acorda. Desmaiou no meio da aula. Do lado de fora um faxineiro diz para ele: "cavalo mal  acostumado fica assim mesmo, mas depois o senhor se acostuma". Não está boa esta idéia, confesso, mas é uma ID(éia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ID (OTA): Foi o Ogro a fazer essa analogia na sala de aula. Nos sentimos especiais: a religião diz que somos especiais pois somos filhos de Deus, o que um povo xpto é o povo eleito e por aí vai. A família (não todas) também nos diz isso. As obrigações sociais de se casar, formar, ter um trabalho que o dignifique e dê um status é para satisfazer esse desejo. No fundo somos todos idiotas diante dessas exigências do supereu. E se tiver um curto-circuito no meio de tamanha demanda, a receita: Prozac, Zoloft e Xanax. Terapia, não, obrigado. Ali percebemos o quanto somos IDotas, quando nos deparamos com as exigências do "isso", aquela instância psíquica definia por Freud em sua segunda tópica que revela os nossos desejos mais livres e, porque não, infantis. E o carregamos na vida adulta disfarçado, cheio de fantasias, mas não morto, ignorando a perenidade do ser. Essa é a maior idiotice nossa, talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ID (IOMA): Ioma vem de outro planeta. Lá não há instituições, leis, regras, igrejas, ideologias, teorias ou qualquer coisa do tipo dizendo como as coisas devem ser feitas. Ioma não é humano. Ainda assim resolve visitar a Terra. E mesmo tendo a mente avançada e sabendo falar qualquer língua falada neste planeta, não entende absolutamente nada do que é dito. Ele não está preparado para contradições. Pensa que estamos errados, mas no fim conclui que ele também não se dera conta que existe uma coisa: a diferença. Todavia isso não o fez inocentar os humanos, os mesmos que dizer ter criado uma "droga do amor" quando dança individualmente E parte deles elege para chefe do mundo o príncipe da intolerância. Porque concorda com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISSO: Pronome demonstrativo. Sem flexão de gênero, número ou grau. Não importa se é homem ou mulher. Se são muitos ou se é só uma coisa. Se é realmente uma coisa, grande ou pequena. Só sabe-se que é usado para algo próximo do ser que fala, senão seria "aquilo" (que é como chamamos o sexo, querendo deixá-lo bem longe de nós) É isso. O indizível. O que ganha várias máscaras frente a nossa hipocrisia, na realidade a fragilidade do ser que se percebe mortal. O ser que para tentar escapar d(isso) inventa regras duríssimas, seja em religiões ou ideologias sem Deus. Mas este mesmo ser , quando sabe usar em seu (id)eal cria a grande obra artísica, a música, a poesia- sem compromisso com a verdade, disse Platão- a pintura, a arquitetura, o cinema, o teatro. E muitas vezes estes retratam a nossa (id)otice e a nossa (id) entidade. Creio que Ioma não viu ISSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso tudo foi um momento em que o Sr Rodrigues resolveu gastar um pouco do seu psicanalistês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503700214697859?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503700214697859/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503700214697859' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503700214697859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503700214697859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/id-ou-melhor-dizendo-isso.html' title='ID, ou melhor dizendo, ISSO'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503656341440985</id><published>2005-12-19T15:50:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T15:56:03.416-08:00</updated><title type='text'>GHormônios</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/GH.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/GH.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;GH, hormônio do crecimento. Somatrotopina. Na realidade ele não é o hormônio que faz crescermos mas é algo que precipita a produção de outro hormônio que faz isso. Seria a testosterona? O livro de fisiologia do Sr Rodrigues não está disponível no momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se fala em hormônio, fala-se em sexualidade. A sexualidade do jovem com os hormônios em ebulição com tesão nos corpos da revista moldados por GH obtido em vidrinhos e que servem para "turbinar" os músculos. Eles estão na pauta nessa locura que é a obsessão pelo corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexualidade, Identidade e Hormônios: a salvação do machismo classe média leitor de Veja. O cara justifica trair a mulher, enfiar a porrada nela e em outros caras por culpa da testosterona. E o idiota cita a revista para justificar tal ato. O sr Rodrigues ri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder patriarcal machista ganha status de "ciência": o homem trai porque seus hormônios assim o impelem e geneticamente ele tem que espalhar seus genes, já que ele tem milhões de espermatozóides. As mulheres, por favor, não podem trair, pois elas só tem um óvulo pra presentear o seu "macho". Já descobriram o gene da burrice?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o hormônio que ainda nos torna tão intolerantes? Qual o hormônio do cinismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se antes a religião justificava o a maneira expúria que lidamos com o poder na sociedade, hoje a pseudo-ciência faz esse papel. Os médicos marketeiros substituem sacerdotes e haja GH pra "purificar" o corpo. Bye bye água benta, pois tu és coisa do passado!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503656341440985?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503656341440985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503656341440985' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503656341440985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503656341440985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/ghormnios.html' title='GHormônios'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503623329216984</id><published>2005-12-19T15:41:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T15:50:33.296-08:00</updated><title type='text'>Foda-se</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/kama_sutra.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/kama_sutra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foda-se o bom comportamento, a palavra não dita, a falta de iniciativa. A decisão não tomada. Foda-se quem me esqueceu, quem me isolou. Foda-se o medo que sinto em ir a certos lugares. Foda-se a imagem no espelho, o medo de desagradar quem me criou. Foda-se toda essa covardia e o pensamento antes de dormir gerando sonhos desagradáveis, com pessoas detestáveis. Foda-se todo fantasma que me assombra e desprotege o meu sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se a politicagem e o fundamentalismo evangélico. Foda-se o cinismo católico e a incompreensão semita. Fodam-se a moda hinduísta e a mania de ler cabala por esporte. Foda-se a imitação de tradições, a viagem de artista pra São Tiago e um livro de merda publicado sobre essa experiência. Foda-se o descaso do poder para quem necessita. Foda-se o poder opressor que nasce do descaso desse outro poder. Foda-se quem não gosta de política. Foda-se quem fala mal de todos os políticos e votam nos mesmos canalhas de dois em dois anos para ter assunto e continuar a falar mal deles. Foda-se o comentarista dono da verdade, cheio de sarcasmo e informações pífias. Foda-se a puxação de saco do coroinha na hora da missa. Foda-se a freira dona de escola que babava quem ela julgava rico. Foda-se também a freira, amiga dela, de cara feia e sempre em retiro, sem falar com ninguém. Foda-se o padre com medo da televisão, das imagens de traição e desagregação da família. Foda-se as músicas estúpidas na hora da missa, estragando a sua beleza. Foda-se as massas carismáticas, forçadas, interesseiras agitando suas carteiras de trabalho ao ar, achando que Deus é patrão e empresário. Foda-se meus parentes crentes que enchem o saco por causa do altar no meu quarto. Foda-se aqueles que acham que alguém inteligente não pode ter religião. Foda-se quem não respeita os crentes, descrentes, agnósticos e os ateus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se toda forma de preconceito, inclusive todos aqueles que tenho e sei. Foda-se a homofobia. Foda-se o cara que se julga macho falando mal de viado. Foda-se o que bate em viado. Foda-se a mãe que educa o filho para ser esse pústula e o pai ausente que alimenta isso. Foda-se o racismo. Foda-se a menina que foi ao Caribe e só viu, indignada, preto. Foda-se quem olhou para minha pele e achou que a freira fez caridade e me tornou bolsita. Foda-se a menina que me vê com meu homem e me acha mais sensível por causa disso. Foda-se o comentário daquela que odeia Paraíba. Foda-se o preconceito de quem sofre preconceito. Foda-se a mulata coroa de cabelo vermelho de má vontade com outros mulatos e negros nas repartições públicas. Foda-se a jornalista paulista que sempre pergunta ao cantor nordestino se ele passou fome, pergunta que ela não faria a um conterrâneo seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se quem se droga pra achar que é superior aos outros e tem a mente aberta por causa disso. Foda-se o maconheiro namorado daquela menina que a humilhou porque a irmã dela era lésbica. Foda-se a menina que não respondeu à altura. Foda-se os bêbados a encher o saco. Foda-se o vício. Foda-se a neurose. Foda-se aquele que diante de um problema prefere encher o saco dos outros e não se tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se quem fala mal da novela das oito. Da televisão. Foda-se o discurso panfletário sobre alienação. Foda-se a garota militante de all star que gosta da favela porque lá vende o seu fumo, mas se seu filho namorar uma menina dali será a primeira a deserdá-lo. Foda-se quem olha pobre como ser exótico e dá risada tratando-o como criança. Foda-se as bandas com mais pode do que música. Foda-se a celebridade instantânea. Foda-se a atriz-e-modelo com o staff de 10 profissionais porque não tem talento. Foda-se quem não gosta de carnaval. Foda-se quem odeia o samba. Foda-se quem só assiste o cinema blockbuster americano e nada mais. Foda-se a horda de adolescentes no cinema. Foda-se o namorado que só assiste a comédia romântica sem graça com a namorada pra fazer a sua vontade, mas deseja ver um filme de ação. Foda-se a mulher na TV enrolada com um parangolé e achando aquele troço bonito. Foda-se o cara com ar blasé no filme de arte. Foda-se a patricinha débil mental e seu parceiro sem notocorda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se o desprezo. O descaso. A falta de amor. Foda-se ir á festa para fazer uma social e não conhecer ninguém. Foda-se a roda de violão com as mesmas músicas chatas de sempre. Foda-se a vergonha em ser olhado na festa. Foda-se o cara polêmico a esmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se a trepada por compromisso. As horas e dias contados. Foda-se o longo período de dias sem transar mesmo namorando. Foda-se o pau brocha. Foda-se o cara que não deu. Foda-se aquele que beijava mal a minha boca, quando beijava. Foda-se aquele com quem trepei muito bem e hoje tem raiva de mim. Foda-se o estrangeiro de pau pequeno preocupado com o próprio orgasmo. Foda-se se a menina que namorei saber que eu gosto de homem. Foda-se o contador de vantagens que diz comer todos e todas e morre de vergonha se alguém descobri que ele sentiu prazer em seu próprio cu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se o bom filme que deixei de assistir. O meu remorso por isso. O mesmo serve para o show o qualquer outro evento cultural. Foda-se a psicanálise que não ajuda e fica fechada em si mesma sem ajudar ninguém. Foda-se a minha neurose não tratada. Foda-se minha ansiedade. Foda-se a analista filha da puta que me forçava a escutar a voz do Brasil toda enquanto eu esperava feito um babaca na sala de espera a infeliz com seu raptor de odores e nariz de bruxa. Foda-se este que escreve por não tê-la mandado se foder. Foda-se a falta de uma casa bonita. Foda-se a roupa que se repete. Foda-se a falta de grana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e tem todas outras coisas que queria mandar se foder, mas foda-se , estou com preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda-se a mim que esqueceu que a foda (boa ou ruim) é sinal de vida e que na minha utopia, as coisas anteriores simplesmente não existiriam. Estariam todas elas mortas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503623329216984?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503623329216984/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503623329216984' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503623329216984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503623329216984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/foda-se.html' title='Foda-se'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503566293732355</id><published>2005-12-19T15:37:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T15:41:02.936-08:00</updated><title type='text'>E, do (m) eu ofício: escrever</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/s_writting.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/s_writting.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estudar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e esforçar&lt;br /&gt;e encher encéfalo em entes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escadas em espirais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;en&lt;br /&gt;feitando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;en&lt;br /&gt;feitiçando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(embaraço&lt;br /&gt;e espanto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim,&lt;br /&gt;entendendo:&lt;br /&gt;esse é (m)eu escrever!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503566293732355?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503566293732355/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503566293732355' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503566293732355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503566293732355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/e-do-m-eu-ofcio-escrever.html' title='E, do (m) eu ofício: escrever'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503543537753350</id><published>2005-12-19T15:34:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T15:37:15.380-08:00</updated><title type='text'>D</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/einstein.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/einstein.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A loucura faz parte de nossas vidas. O surto é só para aqueles que têm coragem ou aqueles covardes que escolhem esse caminho para dizerem o que deveriam ter dito há muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...comigo não é diferente. Dãaaaaaaaaaaaaaaaa! Não vou me eximir de ser um Déeeeeeeeebil mental... em especial quando quero me levar a sério demais. O que estou a esconder?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503543537753350?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503543537753350/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503543537753350' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503543537753350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503543537753350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/d.html' title='D'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503522377922022</id><published>2005-12-19T15:29:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T15:33:43.780-08:00</updated><title type='text'>Curvas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/curvas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/curvas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os deuses se reuniram para construir uma nova terra. E um deles para contrariar a determinação de sempre, aquela sempre quadrada e obtusa decidiu: a minha construirei com curvas. E leu seu manifesto aos demais presentes na reunião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assim será a terra de São Sebastião. Quero ondas que se converterão em ressacas. Quero sexo, curvas de pênis, concavidade, vagina, bunda. Ânus, curvo e não reto como hão de dizer. E mais, os corpos se converterão em curvas, ainda que obtidas a comprimidos, bisturis e injeções. E para os malogrados desta terra, a curva da obesidade. E tudo isso há de ser celebrado em uma grande orgia de 4 dias, uma vez por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero curvas para salientar a paisagem, desenhar os morros e suas ladeiras infindáveis. Curvas que desenham as balas que cortarão o céu curvo da terra e rasgarão a paisagem sem retas da minha cidade a retirar a vida de seus cidadãos, estejam eles engradados em jaulas com dispositivos eletrônicos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curvas tão gigantescas como as da arena em que a bola, a curva sólida, rolará. Curvas para as marcações e nas cabeças rachadas de torcedores envolvidos em brigas. Curvas nas pontas dos cassetetes da polícia a rachar o corpo curvo de seus cidadãos, mas não para aqueles nos quais o dinheiro segue em uma linha reta (e por fora). Será a falsa proteção dos que insistirem nesse caos com tanto dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero curvas por todos os lados, no paraíso e no inferno. Na subida do Corcovado ou do Complexo do Alemão. Isso pouco me importa. O que importa é o meu gosto e danem-se os desgostos que hão de vir em meio a tão sublime beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim seja..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse instante que Madame Zoraide -- esse era um nome artístico, que fique bem claro -- acordou do seu sonho com os deuses e desolada foi para janela ao contemplar a paisagem curva. E uma lágrima de tristeza correu sobre as curvas de seu rosto ao perceber que o caos que vira, diferentemente do seu sonho, não era, de fato, obra de um deus caprichoso, belicoso e cheio de vontades&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503522377922022?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503522377922022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503522377922022' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503522377922022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503522377922022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/curvas.html' title='Curvas'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20015663.post-113503496279209856</id><published>2005-12-19T15:24:00.000-08:00</published><updated>2005-12-19T15:29:22.800-08:00</updated><title type='text'>A-B-A</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/1600/chapeu.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7492/77/200/chapeu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A ABAfante Boneca. Truque da travesti que quer ser a top nos classificados em um jornal vagabundo. Poderia anunciar em jornal chique, mas o dinheiro que ela ganha vai todo pra caderneta de poupança: tem família que mora muito longe. Quer também fazer uma operação. Transgenitalidade, foi o nome esquisito que ela viu outro dia no mesmo jornal que lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ABAfante vê o anúncio de ABsorverntes com ABAs ma televisão. Pensa no fato de que nunca irá sangrar mensalmente. Se isso é bom ou ruim, ela não sabe. A única mulher com quem teve mais intimidade para conversar essas coisas nasceu sem os ovários. Mas adotou crianças, hoje adultas que vivem na ABA dessa pobre mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr Rodrigues pensa no ABsurdo que criou com as duas primeiras letras do alfabeto. Por ser neurótico, da letra B volta pro A, como todos aqueles que dizem estar avançando e permanecem na mesma. Melhor ABAfar o caso, já que está se falando de uma doença, e com o agravante desta pertencer à alma do infeliz escritor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20015663-113503496279209856?l=alfabetoescalafobetico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/feeds/113503496279209856/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20015663&amp;postID=113503496279209856' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503496279209856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20015663/posts/default/113503496279209856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alfabetoescalafobetico.blogspot.com/2005/12/b.html' title='A-B-A'/><author><name>Didi</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18043148031801377569</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
